07 a 17 de julho de 2016 | Centro de Convenções de Pernambuco

Clipping

Artesãos pernambucanos exploram mercado fora do estado em feira

Compradores procuram artesanato para revender fora do estado e país.
Artesão Zé Alves vendeu 104 peças para os EUA, Rio e São Paulo.


Vender o artesanato pernambucano para fora do estado e do país é um dos resultados da Rodada de Negócios, promovido pelo Sebrae durante a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte). A expectativa da ação, que media o contato entre os artesãos e os compradores, é de gerar mais de R$ 5 milhões em negócios. A novidade deste ano é que o serviço passou a acontecer em todos os dias da feira e não apenas em três, como nas edições anteriores.

Foi com o intuito de procurar o que há de mais fino no artesanato regional para revender para clientes estrangeiros, as parceiras de negócio Ana Elisa e Helena Mangeon, registradas no projeto, vieram de São Paulo para a Fenearte. As duas estão montando uma loja de vendas online com peças artesanais, de designers e artistas brasileiros exclusivas para exportação.

“Essa é a nossa primeira feira, estamos começando a montar o acervo da loja aqui. Procuramos por bordados feitos à mão, artigos de palha e adoramos muito os artistas regionais, com quem fechamos negócio”, explica a empresária Ana Elisa. Para ela, o maior ganho do evento é a possibilidade de contatos que podem render parcerias o resto do ano.

A opinião é compartilhada pelo casal de empresários Suzana e Ochim Mosditchian, donos de uma galeria de arte em São Paulo, que já comparecem à Rodada de Negócios do Sebrae há pelo menos dez anos. “Hoje a Fenearte é uma referência. Aqui é o lugar onde se concentra mais de 90% dos principais artesãos do país e tudo isso facilita no nosso trabalho, pois fazemos muitos contatos antes da feira começar para pedir peças específicas”, explica Ochim.

O artesão Antônio Rodrigues da Silva, filho de Zé Caboclo, contemporâneo de mestre Vitalino de Caruaru, no Agreste, comemora as parcerias porque consegue passar quase o ano inteiro com negócios e contatos que faz durante a Fenearte. “Apesar de ter menos lojistas, eu fiz mais negócios esse ano, dei descontos e faturei muito bem”, diz. Ele vendeu peças de retirantes para compradores em São Paulo e Minas Gerais. “Um deles é cenógrafo da Globo e vai usar uma das minhas peças na nova novela das seis. É uma forma de divulgar nosso trabalho”, conta.

Já o artesão Zé Alves, de Olinda, vendeu 104 peças para revenda nos Estados Unidos, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Só com a Rodada de Negócios faturou em torno de R$ 13 mil. “Passo o ano todo trabalhando por causa da Fenearte, não existe crise para mim. Acho que vou superar a média de venda dos outros anos, que fica por volta de R$ 30 mil”, comemora.



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